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Resultados do Seminário Literacia Braille no Século XXI

 

Realizou-se no dia 4 de janeiro o seminário "Literacia Braille no Século XXI", no auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.
Este seminário, da iniciativa do Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura, coordenado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, em parceria com a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leria, visou comemorar o Dia Mundial do Braille.
Esta iniciativa do Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura do Instituto Nacional para a Reabilitação foi amplamente participada por pessoas com deficiência visual, representantes de organizações não-governamentais das pessoas com deficiência (ONGPD), professores e estudantes dos mestrados de educação e comunicação acessível.

Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado da Inclusão das pessoas com Deficiência, esteve presente na sessão de abertura do evento, bem como as Vereadoras da Câmara Municipal de Leiria - Ana Esperança e Ana Valentim.

à entrada do edifício onde se situa o Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, podemos ver (da esquerda para a direita) a Professora Doutora Sandrina Milhano – Diretora da ESECS-IPL; a Vereadora da Câmara Municipal de Leiria – Dra. Ana Esperança;  Professora Doutora Célia Santos – Diretora do CRID (Centro de Recursos para a Inclusão Digital); Dra. Ana Sofia Antunes – Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência; Dr. João Pedro Baião – Assessor da Secretária de Estado; Dr. Humberto Santos – Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação e a Professora Doutora Rita Cadima – Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Leiria 
Da esquerda para a direita: a Professora Doutora Sandrina Milhano - Diretora da ESECS-IPL; a Vereadora da Câmara Municipal de Leiria - Dra. Ana Esperança; Professora Doutora Célia Santos - Diretora do CRID (Centro de Recursos para a Inclusão Digital); Dra. Ana Sofia Antunes - Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência; Dr. João Pedro Baião - Assessor da Secretária de Estado; Dr. Humberto Santos - Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação e a Professora Doutora Rita Cadima - Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Leiria
 
Durante este dia foram debatidos vários temas: "Desafios do ensino-aprendizagem do Braille", "Perspetivas didáticas sobre o ensino-aprendizagem das diferentes grafias braille" e "O Impacto da literacia Braille na construção identitária da pessoa".

 Plano da mesa do 1º painel do seminário, com a moderação a cargo da Professora Doutora Célia Sousa, que tem à sua direita a Dra. Ana Lúcia Pelarigo – Diretora Pedagógica do Centro Helen Keller e o Dr. Leonardo Silva – docente de Educação Especial. À esquerda da moderadora encontram-se o Dr. Serafim Queirós – membro do Núcleo para o Braille, e as Dras. Inês Mota Marques, Educadora Social e Patrícia Valério, Assistente Social – Equipa Técnica do Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual da Associação Nacional de Intervenção Precoce.
Da esquerda para a direita: Dr. Leonardo Silva, Dra. Ana Lúcia Pelarigo, Professora Doutora Célia Sousa, Dra. Inês Mota Marques, Dra. Patrícia Valério e Dr. Serafim Queirós
 
Como conclusões, de todos os aspetos apresentados no 1º painel, realça-se a imprescindibilidade de todos consciencializarem o Braille como o sistema natural de leitura e escrita das pessoas com deficiência visual, bem como de instrumento de promoção da sua cidadania; foi destacado que o Braille deve ser "trabalhado" com as crianças, desde tenra idade, envolvendo as famílias, nos seus contextos naturais de aprendizagem; que deve ser promovida formação contínua para os professores, que trabalham com estes alunos, e a constante produção e adaptação de materiais e metodologias, de forma a assegurar, o mais possível, a igualdade de oportunidades com os demais colegas, em todos os contextos e processos de ensino-aprendizagem.
 
Plano da mesa do 2º painel do seminário, com a moderação a cargo do Dr. Miguel Ferro – Coordenador do Núcleo Braille, que tem à sua direita o Dr. Carlos Ferreira – Membro do Núcleo Braille e representante do Ministério da Cultura e o Doutor Luís Filipe Cunha – Investigador do Centro de Linguística da Universidade do Porto. À esquerda do Dr. Miguel Ferro podemos ver o Dr. Alberto Mendonça - Docente Especializado em Alunos Cegos e com Baixa Visão, Claudino Pinto - Jurista, especializado em educação musical, com experiência de formação na área da Musicografia Braille e o Dr. Guilherme Jorge - Docente Especializado em Alunos Cegos e com Baixa Visão. 
Da esquerda para a direita: Doutor Luís Filipe Cunha,Dr. Carlos Ferreira, Dr. Miguel Ferro, Dr. Alberto Mendonça, Dr. Claudino Pinto e Dr. Guilherme Jorge
 
Pelas palavras dos vários oradores e oradoras do 2º painel do seminário, foi clarificada a necessidade de evolução do sistema Braille, inicialmente dedicado à leitura, tornando-o aplicável a outras áreas do conhecimento (tal como a matemática, a química, a informática e outras); foi também que a adaptação do Braille às áreas de estudo específicas tem permitido, às pessoas com baixa visão ou cegas, o acesso ao conhecimento especializado, a novas profissões e, ainda, por via da música, ao meio artístico e cultural.
 
Plano da mesa do 3º painel do seminário, com a moderação a cargo do Dr. Tomé Coelho – Presidente da Direção Nacional da ACAPO, que tem à sua direita a Dra. Renata Viana – aluna de mestrado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e o Dr. José Mário Albino – Psicólogo da Delegação de Coimbra da ACAPO. À esquerda de Tomé Coelho encontram-se a Dra. Irina Francisco – membro do Núcleo para o Braille e representante da ACAPO e o Eng. Diogo Costa – Engenheiro Informático nos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. 
 Da esquerda para a direita: Dr. José Mário Albino, Dra. Renata Viana,  Dr. Tomé Coelho, Dra. Irina Francisco e Eng. Diogo Costa 
 
No 3º e último painel deste seminário foi destacada a importância da aprendizagem do Braille para a literacia e para a cidadania e foi clarificado que o Braille pode ser aprendido por pessoas com ou sem deficiência visual; concluiu-se ainda que o Braille pode ser utilizado em diversos contextos e, da sua grande importância no dia-a-dia das pessoas com deficiência, tanto para identificar produtos, objetos pessoais como para a mobilidade e, por último, que as novas tecnologias tiveram em conta a evolução do Braille, permitindo a utilização dos dois sistemas: Braille e novas tecnologias.

O Presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, Humberto Santos, encerrou este seminário destacando a oficialização do sistema braille em Portugal como uma das conquistas de 2017, realçando o valor deste sistema, na cultura da acessibilidade à informação e comunicação, na educação/formação e, em todas as áreas da vida da sociedade, como está consagrado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.


 
 
Última actualização: Terça-Feira, 09 Janeiro de 2018