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Rastreio da esclerose múltipla em todo o mundo - Lançado "Atlas da EM"

 Estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Federação Internacional das Sociedades de Esclerose Múltipla (MSIF) mostra que a EM é uma doença global

 

Londres, 17 de Setembro de 2008.

O mais completo estudo jamais realizado sobre a ocorrência da esclerose múltipla em todo o planeta e sobre os recursos disponíveis para os portadores é divulgado hoje durante o Congresso Mundial sobre Tratamento e Investigação na EM, a decorrer em Montreal, no Canadá. (http://www.msmontreal.org/).

O "ATLAS DA EM" mostra um quadro global da EM que, conclusivamente, afasta a crença de que a EM apenas afecta pessoas nos países mais desenvolvidos do norte e do ocidente. O trabalho agora apresentado resultou de 3 anos de pesquisa coordenada pela OMS e pela MSIF.

A EM é uma das mais comuns doenças neurológicas e causa incapacidades em adultos jovens, especialmente na Europa e na América do Norte. Apesar do conhecimento do considerável impacto da doença, havia até agora uma falta de informação sobre a sua prevalência global e sobre os recursos disponíveis para a combater. Mais de 100 países, representando 80% da população mundial, participaram no estudo, substituindo "impressões" e "opiniões" por factos e números.

O "Atlas da EM" mostra que:

Nenhum dos países que responderam ao estudo está livre da EM;
Globalmente, a qualquer momento, cerca de 30 pessoas em cada 100.000 foram diagnosticadas com EM;
Com o aumento da latitude tanto para norte como para sul do Equador existe um aumento de prevalência e um maior risco de EM;

Estima-se que cerca de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de EM. Dado que alguns países não têm registos de pacientes, acredita-se que este número seja na realidade muito maior;
Os sintomas da EM aparecem principalmente entre os 25 e os 31 anos de idade;
Entre os portadores há pelo menos duas vezes mais mulheres do que homens. 

O estudo dá especial relevo às consideráveis discrepâncias entre países quanto à disponibilidade de informação e de apoio aos portadores de EM, na acessibilidade a profissionais de saúde competentes, ao equipamento de diagnóstico (ressonâncias magnéticas, por exemplo) tratamento modificador do curso da doença e terapias sintomáticas. Os dados do "Atlas da EM" serão uma boa fonte de informação para os decisores políticos, profissionais de saúde e associações de doentes.

re as muitas recomendações contidas no "Atlas da EM" há um apelo aos governos para:

Levar a efeito políticas que aliviem o "deficit" de informação sobre EM entre o público em geral, empregadores e profissionais de saúde;
Investir mais em equipamento de diagnóstico, serviços de reabilitação e investigação global;
Reforçar as estruturas de apoio e de acesso ao emprego por parte dos portadores de EM.
 

No dizer de Peer Baneke, principal gestor da MSIF "mesmo que não haja uma cura, se os governos actuarem segundo as recomendações do "Atlas da EM", estará ao seu alcance uma significativa melhoria da qualidade de vida das pessoas afectadas pela esclerose múltipla".

 

A partir desta data, cópias do "Atlas da EM", o sumário de resultados, informação factual, casos-estudo e a lista das associações filiadas à MSIF poderão ser descarregados do sítio www.msif.org, onde também existe ligação a uma base de dados do "Atlas da EM" com possibilidade de efectuar buscas.

 

Última actualização: Sexta-Feira, 05 Dezembro de 2008