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CAVI APCAS

Atualizado : 31/03/2022

Logotipo CAVI APCAS

A APCAS - surgiu em 2005, como Núcleo de Almada Seixal da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, sendo que, desde 2011 se tornou uma instituição autónoma.

A APCAS tem como missão proporcionar as condições que permitam uma efetiva igualdade de oportunidades às pessoas com Paralisia Cerebral e outras incapacidades, bem como às suas famílias.

No seu âmbito de atuação a APCAS desenvolve projetos, essencialmente, nas áreas social, do desporto, da educação e da cidadania, envolvendo diversas camadas da comunidade na promoção do processo inclusivo.

Trabalhamos com 145 famílias em permanência, mas também com cuidadores, alunos, professores, voluntários, etc.

Foi com base nesta ideologia que a Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal – APCAS, se candidatou à operação Modelos de Apoio à Vida Independente.

O CAVI-APCAS encontra-se sediado no concelho do Seixal e a equipa técnica é constituída por três elementos, uma Assistente Social que assume funções de coordenação, uma Terapeuta da Fala e um Fisioterapeuta.

O CAVI da APCAS dá resposta a 34 destinatários, com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos de idade, relativamente à tipologia das patologias, acompanhamos 28 destinatários com deficiência motora sendo que um tem deficiência auditiva associada; 2 destinatária com trissomia 21 e 4 assistidos com Perturbação do Espectro do Autismo.

16 dos nossos assistidos necessitam de um apoio de 40h semanais; 1 dos destinatários tem 45h semanais; os restantes um apoio entre as 7h30 e as 39h semanais num total de 1029 h semanais.

Na presente data temos 34 Assistentes Pessoais ativos com idades entre os 21 e 65 anos, com escolaridades entre o 9º ano e licenciatura, dispomos de uma bolsa de 5 Ap´s inativos, pese embora este número acabe por não ser real, tendo em conta que a maior parte das pessoas que estão em bolsa, não apresentam a disponibilidade que referiram inicialmente, o que tem impossibilitado o seu recrutamento.

Até à data foram realizadas 7 formações iniciais de Assistentes Pessoais e promovemos a formação continua dos mesmos.

É de ressalvar que temos o privilégio de contar com formadores internos, técnicos da APCAS, o que nos facilita quer a nível de custos, quer a nível de gestão, mas também pelo conhecimento que os técnicos já têm sobre os assistidos e famílias, indo ao encontro dos tópicos principais de uma forma bastante assertiva; pois apesar do CAVI ser um núcleo independente da APCAS, trabalhamos em equipa sempre que necessário. Temos também o prazer de contar com algumas parcerias feitas nesse sentido, como faremos com os colegas de outros CAVI, em que quer os técnicos da APCAS como dos outros centros se dispõem a dar formação continua, considerada relevante para os Ap´s de cada uma das entidades.

No CAVI APCAS, criámos critérios de seleção de candidatos, que constam no regulamento interno, tais como a priorização de candidatos com um projeto de vida e o número de atividades necessárias para a sua concretização, entre outros.

No que respeita à seleção de candidatos a assistentes pessoais, articulamos com Instituto de Emprego e Formação Profissional do Seixal, divulgamos nas redes sociais, Net empregos, técnicas de RSI, outros técnicos da Segurança Social.

Através da aplicação de questionários é possível também fazer o levantamento de necessidades formativas dos Ap´s, bem como temas que os destinatários/famílias considerem importantes debater ou participar em workshop´s abertos à comunidade.

Todos os destinatários, alteraram positivamente a sua situação de autonomia em relação à família, em diferentes graus, MAS TODOS alteraram.

Aqueles em que a presença de um familiar continua a ser essencial, mantêm algum nível de dependência, é certo, mas com muito mais descanso para este cuidador e com várias tarefas que são feitas em exclusivo com o apoio do AP.

Alguns dos destinatários adquiriram viatura própria, o que lhes permite uma total liberdade e autonomia nas suas deslocações; mudaram de residência para a área geográfica que pretendia; iniciaram/experimentaram novas praticas desportivas; retomaram terapias; quase a totalidade dos assistidos deslocam-se autonomamente a serviços; ganharam autonomia na utilização dos transportes públicos, sendo este o meio de transporte da maioria dos destinatários atualmente, estando esta situação mais condicionada pela pandemia; abdicaram de respostas sociais onde estavam integrados, por ausência de alternativas e deixaram de estar dependentes de serviços/respostas que já não se enquadravam nas suas necessidades/vontades; iniciaram processos no centro de emprego e formação profissional; projetaram e começaram a desenvolver uma nova empresa.

O papel da equipa do Cavi, tem passado também por mediar todas as situações com uma enorme sensatez e escuta ativa de todos os intervenientes, tomando decisões com neutralidade e justiça, apelando ao bom senso, mantendo a motivação e empenho na implementação deste projeto.