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Estudantes do ISCTE experimentam desafios da acessibilidade

Atualizado : 31/10/2025

Montagem com quatro fotografias relacionadas com acessibilidade. • Primeira imagem (canto superior esquerdo): pessoa a falar para uma plateia sentada numa sala com mesas e cadeiras. • Segunda imagem (canto superior direito): pessoa em pé junto a um ecrã de projeção com uma imagem colorida e uma cadeira de rodas ao lado. • Terceira imagem (canto inferior esquerdo): pessoa a utilizar uma cadeira de rodas numa rampa, acompanhada por outra pessoa. • Quarta imagem (canto inferior direito): grupo de pessoas em espaço interior, incluindo uma pessoa com bengala branca. Ao centro, texto em letras maiúsculas: “ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE PARA TODAS AS PESSOAS”, com a palavra “TODAS” destacada em vermelho.

No passado dia 29 de outubro, estudantes do curso de licenciatura e do mestrado integrado em Arquitetura assistiram a duas sessões práticas, dinamizadas pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. (INR). A iniciativa dedicada à experimentação e aplicação da acessibilidade, contou com muita participação e teve como objetivo aproximar os futuros profissionais de arquitetura da vivência real das barreiras que muitas pessoas enfrentam diariamente, promovendo uma reflexão sobre o papel do desenho inclusivo na construção de uma sociedade mais acessível.

A atividade integrou-se no conjunto de ações que o INR e a Associação Salvador têm vindo a promover no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Acessibilidade, instituído pela Resolução da Assembleia da República n.º 297/2021, e que visam sensibilizar a comunidade académica e técnica para os desafios da inclusão e da mobilidade para todas as pessoas.

Sob o mote “Acessibilidade e Mobilidade para TODAS as Pessoas”, as sessões desafiaram estudantes e docentes a refletirem sobre a importância dos detalhes no desenho do espaço: 1 cm a mais pode transformar um caminho numa parede, 1º a mais de inclinação pode separar a liberdade da exclusão, e um pavimento quase plano pode ser uma verdadeira odisseia para alguém.

Nos workshops paralelos, os participantes tiveram oportunidade de experimentar deslocações em cadeira de rodas e exercícios de orientação com bengala e venda, vivenciando diretamente os desafios da mobilidade e perceção espacial. Noutro grupo, foi simulada a fiscalização de um espaço real, aplicando as normas do Decreto-Lei n.º 163/2006 e as listas de verificação de acessibilidade utilizadas pelos arquitetos do INR.

O feedback foi muito positivo por parte de professores e estudantes. Os docentes do Departamento de Arquitetura destacaram o valor pedagógico e formativo da experiência, considerando-a uma iniciativa a repetir no futuro. Para as alunas e alunos participantes, foi uma forma de vivenciar os problemas de acessibilidade do próprio edifício, que até então não eram percecionados como barreiras reais.

A sessão terminou com um momento de partilha das aprendizagens e propostas de melhoria, sublinhando a importância de integrar a acessibilidade e o desenho universal na formação académica e de promover uma cultura arquitetónica verdadeiramente inclusiva.